Terapia Ocupacional em Destaque

Terapia Ocupacional em Destaque

Terapia Ocupacional

"É um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, educação e na esfera social, reunindo tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia das pessoas que, por razões ligadas a problemática específica, físicas, sensoriais, mentais, psicológicas e/ou sociais, apresentam, temporariamente ou definitivamente, dificuldade na inserção e participação na vida social. As intervenções e Terapia Ocupacional dimensionam-se pelo uso da atividade, elemento centralizador e orientador, na construção complexa e contextualizada do processo terapêutico"

Referência: World Federation of Occupational Therapy; Associação Brasileira de Terapia Ocupacional; Centro de Estudos de Terapia Ocupacional - Ceto. Definições de Terapia Ocupacional. Lins: Faculdades Salesianas de Lins, 2003. (p.70)

Conheça este profissional e usufrua de suas capacidades.

Sejam todos muito bem vindos!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Compartilhando Experiências III: Rui Rocha


Prosseguindo as sensações gostaria de dizer que eu tenho extrema dificuldade em lidar com pessoas. Faço tudo errado. Penso em fazer algo e este algo é interpretado pelos outros de uma forma que eu não queria que fosse entendido. Fico achando que as pessoas estão contra mim e começo a agir de uma maneira  querendo ser amável para evitar que as pessoas falem de mim e por isso eu não sei se estou fazendo o correto. Eu também sou muito ingenuo e muito infantil. Eu quero fazer as coisas com sinceridade pois tudo que faço que não é sincero dá problema (que às vezes podem ser falsos juízos.) Tenho medo de policia pois quando vou à rua fico pensando que se um policial me olhar torto ele irá me prender, ou me prender por outro motivo. Por isto evito de conversar com as pessoas e mesmo evitando esta conversa ainda parece-me que as pessoas estão contra mim. Uma luz para a minha vida foi dada pela Dra. Keliane: Ela disse que eu faço um negocio qualquer e depois de feito eu  fico ansioso e agoniado tentando prever a resposta e como ela disse na vida tem-se que esperar e que a resposta não é obrigatoriamente a que espero (pois tenho medo da resposta) e só  espero a pior das consequências devido ao negativismo que eu mesmo não estou dando conta devido a sua intensidade.

Outra maneira que tenho para funcionar foi um exemplo do meu irmão ele disse assim: se você começar a da umas voltas aqui mesmo no quarto (isso não tem problema) aí você já imagina que vai cair  (e assim começa os problemas onde a principio não existia) em seguida depois da queda voce vai colocar fogo no quarto porque você vai esbarrar num móvel e o cigarro que estava acesso  vai fazer ele queimar depois o fogo vai tomar o resto das coisas e por aí vai. Estes parágrafos são uma síntese simplificada de como eu funciono.

Eu, Terapeuta Ocupacional!

Sim, hoje é dia do Terapeuta Ocupacional (13/10)!!!! Parabéns a todos nós que nesta profissão nos encontramos!!!

Eu, Keliane, Terapeuta Ocupacional me encontrei de fato nesta linda profissão e gostaria de  compartilhar aqui como ela entrou em minha vida e como atualmente é minha definição...

Em 2005, quando resolvi prestar vestibular não sabia exatamente qual curso escolheria, mas sabia que queria algo que tivesse impacto social. Conversando com uma amiga/prima que fazia psicologia, ela me convidou a conhecer a Terapia Ocupacional (TO) e ela achava que era uma profissão com significativo impacto social. Pesquisei na internet e apesar de informações incompletas e pouco esclarecedoras resolvi prestar vestibular e passei.

Ao longo do curso fui me aproximando das disciplinas práticas e me identificando com cada área que experimentava, e cada vez mais me apaixonando, pelas diferentes formas de promover independência e autonomia nas mais diversas áreas de atuação. 

Em 2009 me formei e comecei atuando com a saúde do idoso. Empenhava em possibilitar a pessoas idosas institucionalizadas, melhora no desempenho de habilidades cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem entre outras) e habilidades sociais (estimulando principalmente o convívio com o outro). Trabalhei também com a saúde mental da criança e do adolescente, estimulando melhora do desempenho escolar e conquista das habilidades sociais. Após dois anos, trabalhando com acompanhamento terapêutico em saúde mental, comecei a trabalhar em um serviço do SUS no atendimento a crise psiquiatrica (CENTRO DE REFERENCIA À SAÚDE MENTAL - CERSAM). Atuar na crise psiquiatrica, reinventando o fazer significativo do viver em liberdade tornou-se meu foco, e minha grande paixão. Neste período tive oportunidade de iniciar um trabalho de supervisão em Residências Terapêuticas e vivencio uma outra porção importante da luta antimanicomial, que são as RT's.

Neste percurso, eu notoriamente mais aprendi do que ensinei e saber que em uma única profissão percorri caminhos distintos, mas que todos eles me levam para o bem estar, o fazer significativo do outro, me faz entender o quão maravilhosa é a Terapia Ocupacional, e me faz desejar cada vez mais contribuir para o bem estar dos pacientes e para a divulgação desta profissão incrível.

Infelizmente a Terapia Ocupacional é uma profissão que geralmente quem conhece e aprecia é quem vivencia alguma limitação funcional em seu desempenho ocupacional. Mas a missão deste blog é divulgar o papel e as possibilidades desta profissão que tanto amo.

Seja bem vindo!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por Causa da Terapia Ocupacional

Olá!!Compartilho este vídeo que fala muito bem das possibilidades da Terapia Ocupacional. 



Bom Filme!









Abraços, 

Keliane de Oliveira

Terapeuta Ocupacional

Compartilhando Experiências II: Rui Rocha

Dando continuidade às minhas impressões vou tentar relatar como flashes, às vezes logicamente e outras sem muita coerência o que me incomoda mais mesmo que seja com algumas pinceladas.

Eu tenho uma propensão a ser lógico, mesmo acompanhado de falsos juízos que tem uma pseudocoerência e várias vezes povoam o pensamento, no qual eu acredito e parece que me fazem trafegar hora de um jeito ora de outro. Por causa da lógica (pseudológica?) parece que as pessoas que não me conhecem acreditem em mim.

Uma coisa que acontece e que me incomoda muito é que tenho uma aparência saudável apesar de já ter alcançado quase 50 anos. Geralmente os portadores de sofrimento mental tem uma aparência de morbidade que a priori os estigmatizam. Por este motivo eu tenho dois incômodos: de ser para os leigos normal, apesar da medicação que tomo e tratado como tal para tentar viver como um indivíduo normal. Ou explicitar tudo e ser julgado (pelos leigos que não tenho morbidade ou outros que acreditam e me tratam com descrédito). Na minha família incluindo, mãe, pai, irmãos, tios e primos já não acreditam no meu discurso e em consequência falam que são coisas da minha cabeça.

Este é um dos meus dilemas para conseguir viver. Eu criei um mundo para mim, o meu espaço dentro de casa onde fico “tranquilo” e a salvo da língua e do julgamento dos outros. O que passa pela minha cabeça é que quem não é visto não é falado e portanto me alivia do pensamento que está todo mundo contra mim.
Estou de um jeito ou de outro fugindo da vida. Esta situação me deixa sem ação. Quando penso nisto vão se acumulando os pensamentos e eu fico em um estado tal que pareço que estou inerte, fico estático sem conseguir fazer as coisas.

Um problema maior é o de conviver com as pessoas que não acreditam na minha morbidade e tentar manter uma postura na qual eu sou mesmo normal como se isto fosse possível (pois eu interiorizo ao invés de externar a sensação) ajudando a minha vida ficar mais reclusa, no meu lar e evitando de conversar com as pessoas. Às vezes fico com vontade de chutar tudo e levar vida dentro do meu espaço sem contato com ninguém.

Rui Rocha

Estas são contribuições de Rui Rocha sobre suas experiências, dificuldades e superações. Com alguma frequência poderemos apreciar estas contribuições compartilhadas aqui no blog. Em breve novo texto! Abraços, Keliane - T.O. 


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

2014 . . .Tempo de Reescrever

O ano novo para a maioria das pessoas, traz a oportunidade de recomeçar, de fazer diferente, de pensar diferente.

Mudanças são necessárias a todo tempo em nosso dia a dia, mas para tal é preciso o mínimo de organização, de planejamento. Nem sempre as coisas saem conforme se planeja, mas é preciso ter algo em mente para se orientar.

Este blog também passará por mudanças. Mudanças que são muito importantes para que se alcance o objetivo do mesmo.

Então, em 2014, teremos mais textos com dicas e orientações para ajudar as famílias no cotidiano com seus familiares que exigem cuidado diferenciado; teremos mais dados científicos sobre as coisas do nosso dia a dia; teremos maior proximidade dos seguidores com mais oportunidades de conversas.

Enfim, teremos coisas boas para discutir, e experiências ricas para trocar. Em 2014 vamos reescrever sobre algumas dúvidas que me foram colocadas por e-mail e que ainda não respondi totalmente.

Então, que 2014 seja doce! Bem Vindos!

Abraços,
Keliane
Terapeuta Ocupacional 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Compartilhando Experiências: Rui Rocha


A partir de hoje o Blog Terapia Ocupacional em Destaque, terá a colaboração de uma pessoa que tem por objetivo compartilhar experiências. Apresentando-se como Rui Rocha, o colunista contribuirá conosco. Começando hoje, segue sua apresentação:



Eu Rui Rocha sou portador de sofrimento mental cujo diagnóstico é Esquizofrenia Paranoide e gostaria de compartilhar minhas impressões e  dificuldades neste blog. Se for de algum proveito para outras pessoas eu ficarei satisfeito de poder ter ajudado de alguma forma.

Surtei com 19 anos com a certeza que estava com aids devido a uma leitura que fiz em uma  revista na época sobre um costureiro de Uberaba que tinha aids. Depois de ter lido o referido texto eu fiz a analogia que também tinha aids devido a diarreia que sentia frequentemente. Fui em um médico repetidas vezes. Fiz todos os exames clínicos possíveis na época e não acreditava no resultado de nenhum deles. O médíco afirmava que eu estava bem, sem nenhuma doença e eu não acreditava nisto. Insisti com as consultas e ele então me encaminhou para um psiquiatra. Quando fui ao psiquiatra ele quis me receitar Haldol e eu me recusei a tomar pois achava que não era doido. Não voltei mais lá e pedi a um outro medico que me indicasse que  outro psiquiatra. Foi o período da minha vida que as coisas começaram a desandar. Ia as consultas regularmente e comecei a tomar remédio (stelazine). Evitava de ir para a faculdade por causa das minhas cismas e dos efeitos colaterais da medicação. Mesmo sentando na última cadeira da sala cismava com os outros “colegas”. Fui aos poucos deixando de ir a faculdade. Tranquei matricula vários semestres e consegui chegar ao 5º periodo. Depois da desistência do primeiro curso fiz mais 4 outros cursos e não conseguia terminar nenhum por causa da cisma e do isolamento. Foi depois disso que minha desandou. Juntamente com os problemas eu ainda tive uma depressão maior.

Em breve mais experiências...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Workshop: O raciocínio clinico em Terapia Ocupacional


Dia 07 de Dezembro vai acontecer no Freud Cidadão!!! Inscrições já estão abertas!!! Este evento está sendo organizado pelo grupo de estudos FormaTO. 


Mais um espaço para discussão de questões pertinentes a T.O. está se estabelecendo! Existem também encontros mensais para discussões coletivas. Acompanhe e participe!

Abraços, 
Keliane